A Faculdade 2 de Julho foi credenciada como Instituição de Ensino Superior e autorizada a funcionar pela Portaria MEC nº 1.697, publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 6 de dezembro de 1999.
Desde então tem conquistado amplo reconhecimento por parte dos estudantes e da comunidade baiana de modo geral. Com os seus cursos, contribui para satisfazer parte da demanda por formação profissional que cresce com o número de alunos que concluem o ensino médio e pretendem ingressar no mercado de trabalho.
A instituição insere-se no processo de desenvolvimento que se verifica na região e vem, com muito empenho e dedicação, concretizando as oportunidades criadas por uma sociedade que caminha a passos largos para ampliar sua participação no cenário nacional à medida que o fortalecimento dos investimentos privados e a modernização do Estado criam novas solicitações e estímulos em todas as áreas da produção do conhecimento.
São muitas as possibilidades socioeconômicas criadas no atual momento por que passa a sociedade baiana. Como sempre, tais possibilidades precisam orientar-se a partir de referências científicas e culturais que abram novos horizontes de desenvolvimento auto-sustentado. A estrutura administrativa e didático-científica da Faculdade 2 de Julho foi estabelecida a partir de modelos universitários existentes e adotou-se o Colegiado de Curso como a célula mater.
As Coordenações de Curso são órgãos voltados para as atividades-fim, coordenando as funções de ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação dos cursos oferecidos e articulando-se, para tanto, com os Colegiados, a Coordenação Pedagógica e Direção Geral. Faz parte do projeto pedagógico da Faculdade 2 de Julho o desenvolvimento de atividades de ensino, pós-graduação, pesquisa e extensão, viabilizadas à proporção em que a instituição multiplica suas áreas de atuação e do conhecimento e sedimenta o seu saber.
A Faculdade 2 de Julho é mantida pela Fundação 2 de Julho. A organização e funcionamento da Faculdade são regidos pela legislação federal do ensino superior; pelos atos ministeriais e resoluções do Conselho Nacional de Educação, pelo estatuto da Fundação mantenedora, pelo Regimento Interno, e pelas normas editadas pelos respectivos órgãos da Faculdade.
Na organização e funcionamento da Faculdade, é respeitado o princípio da sua autonomia acadêmica, didática, financeira, gerencial e disciplinar, sem prejuízo da hierarquia normativa, bem como da conseqüente esfera de competência dos órgãos instituídos, tendo em vista o cumprimento da missão da Fundação e da Faculdade.
No aspecto didático-pedagógico, a Faculdade desenvolve a concepção de uma educação integral do ser, não estando preocupada apenas em formar profissionais, mas seres humanos engajados na luta pela melhoria da qualidade de vida da sociedade, competentes, qualificados e capazes de assumir as suas responsabilidades sociais, principalmente o compromisso com a Paz e a promoção dos Direitos Humanos.
Desta forma, a direção da Faculdade entende que sua proposta pedagógica deve ser humanizadora e deve se configurar em uma práxis transformadora, valorizando as potencialidades de todos os envolvidos no processo educativo.
A sua organização didático-pedagógica visa a romper com os princípios da pedagogia tradicional, centrada na supervalorização da reprodução em detrimento da produção e construção do conhecimento. Para tanto, necessário se faz privilegiar o aprender a aprender, caminho apontado pelas mais modernas teorias da educação, desde quando no mundo moderno não se concebe mais o conhecimento estático, mas construído e reconstruído ao longo da vida e de forma reflexiva, crítica e criativa.
Neste contexto, a Faculdade 2 de Julho assume como ponto de partida e de chegada uma prática pedagógica baseada na interdisciplinaridade (o que impulsiona uma educação que concebe o homem por inteiro e sujeito da sua própria história), e no entendimento de que o aprender a aprender torna a vida acadêmica educativa e científica, unindo pela teoria e prática, a educação pela ciência que não seja somente domínio técnico.
O Projeto Político-Pedagógico da Faculdade 2 de Julho, coordenado pela professora Tecla Mello, apresenta um conjunto de diretrizes e estratégias que expressam e orientam a prática pedagógica dos seus cursos. Neste caso, cabe definir que aqui se trata da concepção de curso como o círculo que descreve um conjunto de habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos docentes em comum acordo com os discentes. Trata-se dos referenciais que norteiam a construção do saber e implementação da melhor metodologia a ser adotada, conforme as peculiaridades das turmas, disciplinas e ramo do conhecimento. Assim, o Projeto Pedagógico vai além de ser a mera organização curricular, para se assumir como um posicionamento institucional diante da realidade percebida dentro e fora do ambiente acadêmico.
Ele evidencia-se por valorizar o estudante como agente do seu processo de educação, em que deixa de ser tratado como o aluno (aquele que não tem luz) para ser o estudante (o ser que busca conhecer). Nos tempos hodiernos, a informação se tornou muito mais acessível e é ofertada em um volume muito maior do que recebíamos há menos de 20 anos. Com isto, a produção do conhecimento tem se tornado inversamente proporcional ao número de informações que o ser humano contemporâneo obtém. O fruto desta mudança decorrente, sobretudo, da evolução dos meios e da tecnologia da comunicação é o percentual significativo de pessoas alienadas nesta sociedade regida, particularmente, pelo consumo.
Morin (2000) diz, neste contexto, ser:
[...] preciso destacar, em qualquer educação, as grandes interrogações sobre nossas possibilidades de conhecer. Pôr em prática as interrogações constitui o oxigênio de qualquer proposta de conhecimento. E o conhecimento permanece como uma aventura para a qual a educação deve fornecer o apoio indispensável.
Muito mais do que informar, a Faculdade 2 de Julho tem procurado fomentar no estudante o desejo de transformar as informações que recebe em conhecimento. Para tanto, a reflexão crítica, a partir dos conteúdos e do cotidiano, faz-se necessária e é estimulada pelo corpo docente. Lembramos Paulo Freire que, ao criticar a “educação bancária”, propõe o estudante como agente de transformação do seu processo de formação, possibilitando a relação entre os conteúdos e uma aplicação destes a partir da realidade na qual se encontra inserido no mundo contribuindo significativamente para a formação do estudante-cidadão.
Morin (2000), ainda defende que:
[...] a articulação e organização dos conhecimentos, que permite reconhecer e conhecer os problemas do mundo, exige uma reforma do pensamento. Tal reforma, porém, não é programática, mais sim, paradigmática, ou seja, conforme seu entendimento, uma questão fundamental da educação, já que se refere à aptidão para organizar o conhecimento.
Para o pensador francês, a supremacia do conhecimento fragmentado de acordo com as disciplinas tem impedido a operação do vínculo entre as partes e a totalidade, e deve ser substituída por um modo de conhecimento capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade e seu conjunto. Ele acredita ser necessário desenvolver a aptidão natural do espírito humano para situar todas essas informações em um contexto e um conjunto. Considerando que é preciso ensinar os métodos que permitam estabelecer as relações mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo, sem o que é impossível transpor uma série de obstáculos ligados a uma racionalidade extremamente positivista que herdamos de uma sociedade industrializada.
Diante de conceitos como estes e com a clara visão da realidade atual é que a Faculdade optou por trabalhar os conteúdos acadêmicos de modo interdisciplinar, por entender que o processo de integração recíproca entre várias disciplinas e campos de conhecimento será “capaz de romper as estruturas de cada uma delas para alcançar uma visão unitária e comum do saber trabalhando em parceria”.
Entende-se que a interdisciplinaridade não significa negar as especialidades e objetividade de cada ciência. As ações interdisciplinares respeitam o território de cada campo do conhecimento e assinalam os aspectos que os unem e os diferenciam, o que facilita detectar as áreas onde se poderão estabelecer as conexões possíveis. Como observa Gusdorf, “a exigência interdisciplinar impõe a cada especialista que transcenda sua própria especialidade, tomando consciência de seus próprios limites para colher as contribuições das outras disciplinas”.
Além dos conteúdos pedagógicos, a Faculdade 2 de Julho tem se diferenciado pela sua preocupação com a ética, cidadania e democracia, valores importantes da vida e da sociedade humana. Segundo seu diretor, o professor Josué Mello,
[...] a Faculdade só consegue se posicionar desta forma no cenário da educação superior na Bahia porque tem procurado estabelecer uma relação de parceria com seus professores, estudantes e funcionários. Tudo isso é possível porque eles acreditaram no projeto de uma Faculdade comprometida com a excelência acadêmica. Acreditamos que temos os melhores professores, funcionários e os melhores estudantes, e isso nos potencializa para o futuro (informação verbal).
Professor Josué Mello ressalta o fato de a Faculdade ser herdeira e integrante de uma instituição com 80 anos de história a serviço da educação:
Ela não é uma Instituição isolada, pois faz parte dessa história dos 80 anos, que é uma história comprometida com a educação de qualidade e de excelência. É um referencial no campo da educação básica na Bahia e queremos, agora, que seja também no campo da educação superior (informação verbal).
Para tanto, a Faculdade 2 de Julho se propõe:
[...] ser um marco na história da educação da cidade, do estado e do País, assumindo o compromisso institucional de promover o desenvolvimento educacional, através da oferta de ensino superior nas diferentes áreas do conhecimento, integrado à pesquisa e à extensão, primando pela formação profissional e, sobretudo, humana dos educandos”.
Como missão, a Faculdade entende ter a responsabilidade de:
[...] formar cidadãos éticos e profissionais competentes, capazes de investigar a realidade e de interagir com os demais setores da sociedade, conscientes da responsabilidade social de sua prática profissional”.
Bem como:
[...] estimular a produção do conhecimento e o crescimento do espírito científico voltados para o desenvolvimento social, para a manutenção da integridade individual, do meio ambiente e do respeito aos Direitos Humanos”.
A Faculdade 2 de Julho se compromete a ser, perante a sociedade, uma instituição livre e democrática, produtora do saber, capaz de, por intermédio de seus corpos docente e discente, disseminar princípios cristãos, éticos e sociais, preservando a cultura e a história do Homem. Desta forma, define como objetivos da sua missão:
[...]colocar a formação integral do ser, na construção plena da cidadania, de acordo com os princípios cristãos de liberdade e responsabilidade; formar cidadãos éticos, líderes, empreendedores nas mais diferentes áreas do conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira; apoiar, por meio de suas atividades de ensino, pós-graduação, pesquisa e extensão, o desenvolvimento harmônico e integrado da comunidade com vistas ao bem-estar social, econômico, político e espiritual; ofertar o ensino superior em todas as áreas do conhecimento, comprometido com os princípios éticos, a qualidade e a excelência, e focado no aprendizado dos seus estudantes; promover a pesquisa científica visando ao fortalecimento das atividades de ensino, ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, à criação e difusão da cultura; participar do esforço de desenvolvimento do país, articulando-se com os poderes públicos e com a sociedade para o estudo de problemas internacionais, regionais e locais; e constituir-se em uma instituição aberta à comunidade, livre e democrática, como centro de preservação do saber, da cultura e da história humana”.