:: TV Comercial
 

Na TV comercial a publicidade é a alma do negócio

A televisão foi criada com intenção de gerar lucros com o uso da publicidade. Com o propósito de faturar alto, emissora de televisões destinam espaço para publicidade

Hoje, o padrão de qualidade da TV comercial no Brasil pode ser constatada pelo seu aparato técnico que dispõe, dos recursos mais avançados existentes e pelo nível de qualificação dos profissionais que atuam no mercado.

Porém, quando se refere à qualidade dos conteúdos exibidos por essas emissoras é quase unânime a opinião pública de que precisa melhorar muito, pois seus programas não servem para educar, veiculam a cultura regional de forma restrita e os noticiários muitas vezes ocultam informações para preservar interesses financeiros ou para manter laços de amizades entre o proprietário do veículo e empresários ou políticos.

Não abrem espaço para sindicalistas e representantes de grupos sociais, como os Sem - Terra para que exponham à sociedade suas insatisfações com o governo e conscientizem a população sobre a importância de suas lutas.

Os sindicalistas geralmente aparecem na TV por alguns instantes quando fazem greve e os Sem - Terra quando invadem propriedades ou entram em conflito com fazendeiros ocasionando lesões físicas ou vítimas fatais.

O modelo comercial que vem sendo seguido pelas emissoras de televisão de Salvador, com exceção da TVE Bahia, foi implantado no Brasil por Assis Chateaubriand. Durante a cerimônia de inauguração da TV Tupi de São Paulo, Assis discursa salientando a importância da publicidade para manter o veículo. “Esse transmissor foi erguido com a prata da casa, isto é, com recursos da publicidade que levantamos, sobre as Pratas Wolff e outras não menos maciças pratas da casa; a Sul América que Propaganda de motocicleta feita  na tv.é o que pode haver de bem brasileiro, as lãs Sams, do moinho Santista, arrancadas ao coito das ovelhas do Rio Grande, e mais do que tudo isso, o guaraná Champagne da Antártica, que é a bebida dos nossos selvagens. O caium dos bugres do pantanal mato-grossense e de trechos do vale amazônico. Atentai e verei mais fácil do que se pensa alcançar uma televisão: com Prata Wolff, lãs Sams bem quentinhas, guaraná Chapamgne borbulhante de bugre e tudo isso amarrado e seguro no Sul América, faz ser um bouquet de aço e pendura-se no alto da torre do Banco do estado, um sinal da mais subversiva máquina de influenciar a opinião pública – uma máquina que dará asas à fantasia mais caprichosa e poderá juntar os grupos humanos mais afastados” . (Chateaubriand, In: Laurindo Filho, 2001).

O discurso acima deixa claro que Assis Chateaubriand não pretendia utilizar a televisão como veículo para prestação de serviços ao telespectador, muito pelo contrário, ele implantou a televisão no Brasil almejando os recursos que poderiam ser gerados com a publicidade no veículo, portanto, assim, surge o modelo comercial de televisão que teve inspiração no rádio e que predomina em nosso país com raras exceções.

A televisão é concessão pública é concessão pública outorgada pelo governo federal para exploração por parte das empresas, fundações, entidades religiosas etc. Por isto é que Vera Lopes comenta que “Os canais de televisão não são propriedades privadas de ninguém; apenas as empresas que os operam são privadas”.

A televisão é um veículo de comunicação público que é concedido para empresários, fundações e outros através de concessões dadas pelo governo federal.

 

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